17 de março de 2015

Mellanie Thierry Roux

Middle
“Mellanie descia a colina rapidamente. O açoite estava preso ao pulso e a espada estava firme na mão direita. Ela parecia irritada, com os olhos estreitos e fixos no seu alvo. – PASSARINHO MALVADO! – Gritou, enquanto simplesmente tentava atingir a harpia, sem muita habilidade, com a espada.”
Hm, okay, acho que comecei a historia pelo lado errado. Esse não é nem o fim, pois tal coisa ainda é completamente desconhecida, mas tem algo que posso lhe contar: é o começo. Vamos a ele...

Offspring
O começo da historia que hoje conto não aconteceu com o nascimento de Mellanie, tão pouco no momento em que seu pai e sua mãe se conheceram. Essa é uma historia muito mais antiga.
Numa época remota, uma filha de Melinoe chamada Fleur Thierry conheceu, no acampamento, um charmoso filho de Thanatos chamado Scott Roux e foi assim que nasceu, anos mais tarde, Louis Thierry Roux, o pai da nossa protagonista.
Louis era uma criança diferente das outras. Por ser filho de dois semideuses, ele via algumas coisas que ninguém, além de seus pais, eram capazes de entender. Embora essas coisas nunca tenham lhe feito mal de verdade, isso foi fazendo com que Louis se tornasse uma criança estranha e solitária. Ninguém acreditava no que ele dizia e as escolas que frequentava por vezes ligavam para seus pais, pedindo que os mesmo fossem para lá para tirar Louis de dentro do armário depois de um surto de pânico ao ver algum tipo de monstro mitológico completamente incabível. 
Aos poucos tudo isso foi afastando Louis do mundo, até que ele simplesmente desistisse da faculdade. Com a morte de seus pais, o garoto se viu sozinho no mundo, sem ninguém que pudesse ajuda-lo ou entende-lo. Chateado e com uma herança bilionária, Louis construiu uma casa mais ou menos isolada de tudo, no meio de uma trilha complicada de uma grande floresta e deixou seu lado mais artístico florescer.
Passava horas pintando, escrevendo e compondo musicas. Agora, Louis era um lindo jovem de olhos claros e cabelos macios e também muito mais isolado do mundo. As coisas estranhas que era capaz de ver iam diminuindo, embora ele ainda achasse que fantasmas existiam e tentavam falar com ele.

Unexpected
Era uma agradável noite de primavera. A lua brilhava, solitária, no céu da meia noite e Louis estava inquieto na sua cama. Os barulhos que o vento produzia contra as janelas eram simplesmente perturbadores. Assim, o homem decidiu que continuar na cama era impossível e saiu para caminhar.
Lá fora, encontrou uma noite relativamente quente, com brisas suaves e alguns poucos animais produzindo ruídos aos quais ele já estava habituado. Começou a andar pela mesma trilha pela qual já havia passado centena de vezes; parecia decidido a chegar a algum lugar, embora caminhasse sem rumo, apenas tentando fazer com que o cansaço lhe ajudasse a dormir melhor.
De repente todos os barulhos da floresta pararam. Todos os animais ficaram mudos e parecia que até as arvores, e mesmo os rios, se recusavam a continuar produzindo qualquer tipo de ruído. Foi nesse momento que ELA surgiu em toda sua gloria. Do meio das arvores, caminhando lentamente, apareceu uma mulher bastante pálida, com cabelos loiros lhe caindo sobre os ombros em curvas bonitas e fazendo contraste ao vestido negro que a mesma usava.
Aquela mulher era encantadora, parecia brilhar numa suave aura prateada. Era como se a noite e a lua tivessem se unido para criar a criatura mais perfeita que já pousou os pés, descalços, sobre a terra... Louis ficou paralisado, simplesmente não sabia o que fazer. Ela era tão linda que parecia irreal com a maioria das coisas que ele via, mas não, ela não era irreal, apesar da beleza que possuía ser digna apenas das mais nobres deusas gregas.
Embora Louis estivesse com os cabelos bagunçados e com as típicas feições de uma noite mal dormida, a mulher lhe achou doce e encantador. Assim, se aproximou dele e lhe tocou a bochecha com carinho, deslizando o dedo indicador pelo contorno de seu rosto até parar sobre seu queixo. – Olá. – Ela sussurrou e naquele momento Louis jurou que mil anjos tinham cantado a mais doce melodia... Demorou algum tempo até que ele achasse as palavras. – Você é linda. – Sua voz era baixa e tímida. Obviamente ele não pensou no que disse, estava ocupado demais sentindo o perfume suave, e absolutamente divino, que ela tinha.
Imediatamente, a mulher soube que aquele não era um humano qualquer, mas também sabia que não era um semideus. Ainda sim, tinha algo de muito especial nos olhos dele que tanto pareciam com os seus e que lhe lembravam de alguém num passado distante. – Eu sou Mell. – Algo atraia a mulher e mesmo antes de partir, ela já pensava em voltar. – Louis. – O garoto sussurrou seu nome como se fosse a única palavra que se lembrasse... Mell então sorriu e se inclinou até dar um beijo suave na bochecha dele. – Até logo, Louis. – Murmurou, antes de correr para dentro da densa floresta.
Louis ficou ali, parado, até que perdesse a mulher de vista e então voltou, lentamente, para sua casa. Agora que estava mais calmo, ele conseguia dormir e chegou a pensar, na manhã seguinte, que tudo aquilo não foi mais do que um sonho. Ainda assim, não resistiu ao impulso que lhe tomou o coração durante a noite e logo que o relógio bateu meia-noite, ele voltou ao lugar onde tinha encontrado Mell. E ela estava lá novamente, parecia espera-lo satisfeita e seus olhos tinham um brilho tão puro que causariam inveja na mais bela das joias.
Assim foi, dia após dia. Um amor cultivado devagar, um amor delicado e certamente complicado, que foi crescendo. De beijos na bochecha passaram para mãos se tocando timidamente, a horas conversando sobre o mundo, a selinhos suaves, beijos ardentes e longas noites de amor que resultaram numa gravidez.
Quando Mell apareceu, quase um ano depois de conhecer Louis, para anunciar sua gravidez, o homem não acreditou. Era simplesmente bom demais para ser verdade. A mulher que ele amava esperava um filho seu... Com a felicidade, veio também a preocupação, afinal, se ela estava grávida não poderia ficar simplesmente correndo por aí a noite toda, tão pouco encontra-la apenas no meio da madrugada e vê-la partir antes do sol nascer. Louis pediu para que Mell fosse morar com ele, mas ela negou, disse que tinha muito trabalho para fazer e que jamais poderia deixar tudo àquilo para ‘viver o sonho perfeito’ ao lado de Louis, não importasse o quanto lhe amasse.
Por um tempo, o homem esqueceu o assunto, mas quando viu a barriga da amada começar a crescer, voltou a insistir naquilo e prometeu fazer qualquer coisa que ela quisesse. Melinoe acabou por ser convencida, mas impôs algumas condições. Primeiro, pediu que Louis construísse uma casa na parte mais tensa da floresta. Segundo, pediu que não fosse atrás dela quando ela precisasse sair e por ultimo, que aceitaria o destino da filha deles.
Louis, feliz como estava, aceitou tudo e providenciou para que as coisas ficassem prontas o mais rápido possível. Em menos de um mês a casa estava construída, cada coisa exatamente conforme a vontade de Mell, que finalmente revelou seu nome verdadeiro ao amado.

Fragile
Melinoe encontrou em Louis uma pessoa extremamente dedicada e amorosa, que fazia tudo que a deusa queria sem pestanejar e nunca questionava nenhuma decisão dela. Cada dia ao seu lado estava sendo perfeito, ela amava o homem e também amava, com todas as forças, a criança que trazia no ventre... Com o passar dos meses, Mell se viu em uma situação complicada. Sua filha nasceria em breve e Melinoe se encontrava no dilema entre colocar a vida da sua vida inteiramente nas mãos de Louis ou ficar ao lado de sua nova família e colocar a vida de sua filha em grande perigo.
Depois de medir cada opção Mell concluiu que nenhum dos filhos ou filhas que ela deixou aos cuidados dos pais tiveram um futuro bom, ou fácil. Lembrou-se, com grande pesar, de todos os filhos que perderá para monstros, e lembrou, com um pesar maior ainda, todas as coisas importantes que perdeu quando estava longe de seus filhos. Embora desejasse, bravamente, ser uma mãe em tempo integral, ela sabia que isso era impossível. Por outro lado não abandonaria sua filha por nada nesse mundo. Decidiu que passaria apenas uma hora por noite com sua filha. Era tempo o suficiente para dar um pouco de amor a ela, sem levantar suspeitas demais.

Only Exception
Era uma noite silenciosa quando Melinoe deu a luz. A criança veio ao mundo na mais completa paz e não chegou a chorar, apenas a emitir um som suave do protesto contra as mãos geladas de seu pai em contato com seu corpo pequeno e quentinho.
Quando pegou a criança no colo pela primeira vez, Melinoe soube que estava fazendo a coisa certa ao decidir não sumir da vida da menina. Sentia-se profundamente conectada aquela criaturinha rosada que tinha nos braços e decidiu chama-la de Mellanie.
Louis aceitou a decisão da amada, embora não sem relutar. Ele passava os dias cuidando de Mellanie e só ia dormir depois que Melinoe aparecia para ver a filha. Felizmente, Mellanie tinha o gênio suave do pai, era uma criança maleável, curiosa e muito obediente.
Por alguns anos, não questionou o motivo de sua mãe só aparecer uma hora por noite, mas conforme ia crescendo, isso começava a lhe parecer algo um tanto incomum... Quando começou a ir pra escola, os primeiros problemas de realmente apareceram. Mellanie, embora muito inteligente e com facilidade para artes num geral, não conseguia ler muito bem e enquanto as outras crianças já estavam no ‘F’, ela permanecia tentando entender o ‘B’. Além disso, começou a estranhar o fato de todas as crianças em sua volta terem a mãe por perto. Mães levavam e buscavam na escola, e iam as peças de teatro e aos recitais de musica, e até mesmo aos de poesias que Mellanie odiava; mas sua mãe não, sua mãe não estava lá.
Embora não fosse uma menina difícil de conviver, Mellanie começou a fazer perguntas e a desenvolver um tipo especial de antipatia por todo o mistério que girava em torno de sua mãe. Ainda sim, ela não era do tipo rebelde, que quebrava as coisas e jogava tudo pro alto, estava mais pra alguém chateada por não ter a mãe perto, mesmo tendo o melhor pai do mundo.
Conforme os anos passavam, Mellanie se tornava uma linda adolescente. Tinha lindos cabelos loiros e olhos que iam do mel ao verde. Mas era estranha, como o pai. Era quieta, tímida e muitas vezes, excluída. Embora as pessoas que lhe conhecessem fossem capazes de lhe achar a melhor pessoa do mundo, era preciso muita paciência e talvez até certa dose de loucura para entender o universo próprio dentro do qual Mellanie agia com graciosidade.

Beginning
A lua estava cheia, o único ponto de luz num céu completamente negro. As lamparinas estavam acessas na casa, Mellanie estava no sofá, as pernas cruzadas como índio, o corpo inclinado sobre o caderno grande, o lápis deslizando rapidamente sobre a folha em branco. No cômodo ao lado Louis arrumava, metodicamente, todas as coisas da filha e as colocava com cuidado nas malas que havia separado para tal coisa. Sobre a mesa da cozinha havia um simples bolo de chocolate, com morangos decorando-o e uma vela de quinze anos intacta.
Quando o som suave de uma batida na morta se fez presente, Mellanie levantou num pulo rápido, enfiando os pés de qualquer jeito dentro do all star. Caminhou até a porta e abriu a mesma, sorrindo ao encontrar a figura de sua mãe. – Oi. – Sussurrou. No mesmo momento, Melinoe praticamente se jogou contra a filha, envolvendo os braços no corpo da menina com urgência. – Feliz aniversario, minha pequena. – Melinoe se afastou do corpo da menina devagar, esticando-lhe a caixa lilás que trazia nas mãos. Mellanie pegou a caixa enquanto se afastava para sua mãe poder entrar. – Obrigada. – Murmurou, fechando a porta.
Louis saiu do quarto, puxando as duas grandes malas para a sala. – Oi, amor. – Sussurrou o homem, apaixonado como sempre, enquanto roubava um selinho rápido de sua amada, que parecia permanecer longe como no dia em que se conheceram. Melinoe nunca foi capaz de entender como Louis continuava lhe amando, mas a verdade era que ela também ainda amava ele e não recusou o beijo. – Está tudo pronto? – Perguntou, enquanto observava Mellanie caminhando para a cozinha. Louis apenas afirmou com a cabeça e os dois foram para junto da menina.
Sentaram-se, os três, em volta da pequena mesa e acenderam a vela. Quando Mellanie apagou a vela, desejou que sua mãe fosse mais presente em sua vida... Por um momento, o silencio permaneceu no cômodo, conformando um incomodo palpável em todos ali. – Por que não abre o presente enquanto seu pai corta o bolo, pequena? – Melinoe tentou quebrar o assunto, realmente ansiosa pela reação da filha que por sua vez apenas afirmou com a cabeça.
Enquanto Louis cortava o bolo, Mellanie puxou a caixa de presente para junto de si e abriu a mesma, franzindo o nariz para o que encontrou dentro dela. Era um pequeno anel prateado com um “G”, e algo muito parecido com uma tatuagem de hena. Mell levantou os olhos para sua mãe, franzindo o nariz, sem querer parecer rude. Melinoe deu um riso suave e se aproximou de sua filha. – É um presente mágico, diferente dos outros. – Murmurou apenas para ver os olhos da filha brilhando de animação. Melinoe ‘colocou’ a tatuagem em forma de serpente nas costas da mão esquerda da menina, deixando que ela envolvesse parte de seu pulso. Em seguida, encaixou o anel no dedo indicador da mão direita e ficou, por um momento, absorvendo tudo aquilo.
Mellanie parecia intrigada com os presentes, aos olhos dela, não tinha nada de mágico.  – O que eles fazem de mágico, afinal? – Sussurrou, aproximando a mão do rosto para alisar a tatuagem que parecia muito real. Melinoe negou com a cabeça, bem humorada como só ela sabia ser. – Lá fora eu te mostro, agora coma seu bolo que teremos que ir logo. – Mesmo que estivesse curiosa, Mellanie decidiu não questionar e comeu, com bastante satisfação, o bolo delicioso que seu pai havia feito.
Depois de comer, os três saíram da casa, caminhavam lentamente pela floresta, se afastando passo após passo. Estavam a uns cinco metros de distancia da casa quando algo estranho surgiu. Não era exatamente um zumbi, nem um esqueleto, mas algo entre os dois, que em baixo da pouca luz da lua parecia simplesmente uma coisa. Mellanie parou de caminhar, franzindo o nariz quando viu surgir uma espada na mão direita e um chicote na esquerda. A menina se virou na direção que sua mãe, que estava um pouco mais atrás, visivelmente confusa com o aparecimento das armas. – Mellanie, cuidado. – Quando se virou novamente, a menina encontrou a face do monstro a poucos centímetros da sua e não teve tempo para pensar, simplesmente se jogou para o lado, desviando do bicho e passou a correr para perto de seus pais.
Quando Mellanie finalmente conseguiu chegar perto de seus pais, os três estavam cercados daquelas coisas. Melinoe parecia muito irritada com tudo aquilo. – Como ousam??! – Gritou a deusa, muito indignada com aquela situação. A verdade é que não importava o quanto ela ficasse brava, ela não tinha real poder sobre aquelas coisas. Era deusa dos fantasmas, não dos ‘meio zumbis – meio esqueletos’. – Fechem os olhos. – Melinoe murmurou. Mellanie e Louis se abraçaram, com os olhos fechados e a deusa, severamente irritada, cuidou dos monstros. Mellanie não entendia o que sua mãe tinha feito, apenas sentiu um calor agradável e uma luz que lhe invadia mesmo com os olhos apertados.
A floresta voltou ao silencio habitual. – Está tudo bem. – Sussurrou, e um segundo depois que Mellanie abriu os olhos, um som estridente encheu a floresta. Pouco tempo depois um taxi de aparência, no mínimo, suspeita, apareceu no meio da floresta. – Mãe, o que está acontecendo? – Mellanie estava entre o desespero e a confusão completa e embora o tom da sua voz revelasse isso, seu rosto permanecia sereno.
Melinoe abriu rapidamente a porta traseira do carro e colocou as malas da filha ali, então lhe abraçou com carinho e deixou que Louis se aproximasse para fazer o mesmo. – Essas senhoras vão te levar até o acampamento. Eu iria te explicar no caminho, mas não deu tempo. Tem uma carta no bolso da mala, leia no trajeto. O carro balança bastante, mas é seguro. Nós vamos ficar bem, pequena, agora vá, por favor. – Melinoe tentou falar devagar, mas estava preocupada. Mellanie, boa menina como sempre, se enfiou dentro do carro enquanto sua mãe conversava, num tom muito sério, com as motoristas. Logo que a deusa se afastou, o taxi partiu em alta velocidade, fazendo com que a semideusa apertasse as mãos sobre o banco.
Embora achasse estranha toda a discussão das três mulheres no banco da frente, Mellanie usou toda sua educação e concentração para ignorar as mesmas. Passou toda a viagem, que nem foi tão longa, lendo e relendo a carta, tentando juntar os pontos. Escrito em grego antigo, as letras pareciam flutuar e se arrumar na sua frente para formar uma mensagem explicando o que era um semideus e contando quem Melinoe realmente era.
Quando o carro parou, em frente a grande colina, Mellanie já sabia o que fazer, sabia onde estava graças a carta. A menina tirou as malas do taxi e agradeceu. Diante da subida a sua frente, parecia desanimada. Não havia nada ali, ninguém para lhe ajudar com as duas enormes malas. Decidiu, então, subir uma de cada vez.

Middle
A loira subiu a colina em passos lentos, arrastando a mala com bastante esforço. Quando chegou ao topo, se permitiu cair sentada ao lado da mala, olhando para baixo, onde outra mala igualmente pesada lhe esperava. Suspirou e mordeu o lábio inferior, olhando o grande pinheiro e a entrada do acampamento. Queria poder largar a outra mala ali e ter ela depois dentro de seu quarto, mas saberia que não iria conseguir isso e por tal motivo se levantou, desanimada.
Seus passos eram lentos, estava no começo da descida, tomando cuidado com cada passo. – É, eu sei, Stacey. As pessoas são mesmo estranhas. – Sussurrou para o vento, conversando sozinha como geralmente fazia. Quando estava mais ou menos no meio da descida viu algo surgir próximo de sua mala, algo muito parecido com um pássaro gigante mutante. – NA MINHA MALA NÃO!! – Gritou, irritada, fazendo com que o monstro virasse a cabeça na direção da semideusa.
Mellanie descia a colina rapidamente. O açoite estava preso ao pulso e a espada estava firme na mão direita. Ela parecia irritada, com os olhos estreitos e fixos no seu alvo. – PASSARINHO MALVADO! – Gritou, enquanto simplesmente tentava atingir a harpia, sem muita habilidade, com a espada.





Nenhum comentário:

Postar um comentário