Flowers in your life.
Era
o primeiro dia da primavera, a neve começava a derreter sob o brilho dourado do
sol. Louis estava sentado num banco no alto da colina, olhando para baixo,
observando lentamente conforme o manto branco de dissolvia para dar lugar
novamente às flores que ele tanto gostava. O calor era bem-vindo em sua pele
pálida, depois de um longo inverno, aquele era o momento pelo qual o homem
havia esperado ansiosamente.
Em
meio aos cantos suaves dos pássaros, ela surgiu. Louis não soube dizer ao certo
em que momento ela apareceu, mas estava lá, subindo a colina com passos
despreocupados, a mulher mais linda que ele já tinha visto. Seus longos cabelos
negros caiam em cachos suaves até a cintura, entrando em contraste com sua pele
clara. Ela usava um vestido verde-musgo que se agitava suavemente conforme seus
passos e ao redor dela tudo parecia ganhar vida. Aquilo tudo parecia um sonho,
mas se tivesse sonhando, Louis desejava não acordar.
A
mulher terminou de subir a colina e se sentou no banco ao lado do mortal. Um
cheiro doce de rosas invadiu Louis e ele não conseguiu deixar de sorrir quando
se concentrou nos olhos da dama, os olhos mais lindos que ele já viu. Olhos que
ele nunca foi capaz de descrever senão usando as palavras: ‘eles tinham a cor
da primavera. ’
Foi
amor a primeira vista e não tinha como ser diferente. Louis era um homem
gentil, carinhoso e jovem. Toda sua atenção, pelos próximos seis meses,
pertencia aquela mulher que subiu a colina, a mulher que se apresentou como
Penny. Ela passava algumas horas do dia fora de casa, dizendo que iria visitar
sua mãe e apesar de sentir-se vazio sem sua amada, Louis nunca questionou. Ele
foi feliz com Penny, acompanhando, dia após dia, o crescimento de duas coisas
extremamente preciosas. O amor e uma criança.
The little rose
Infelizmente,
a primavera passou mais rápido do que ele gostaria, assim como o verão. Louis
acreditava que sua amada esposa teria o nenê entre o outono e o inverno e
aquilo não lhe agradava muito, pois não eram exatamente suas estações
preferidas. Mas Louis estava cegamente enganado...
Aquele
era o ultimo dia do verão. O sol brilhava intensamente, mas uma brisa gélida já
se mostrava presente. As flores já não se abriam como antes e as folhas das
arvores já começavam a ganhar os tons de laranja e marrom que anunciavam o
outono. Penny estava sentada na cadeira de balanço, observando o jardim pela
janela da sala, com ambas as mãos postas protetoramente sobre a barriga. — Eu
não posso voltar para casa com você. Meu marido lhe mataria assim que tivesse
chances... — Uma lágrima solitária e cristalina deslizou pela bochecha da
mulher. Ela secou a mesma rapidamente e quase que no mesmo instante Louis
atravessou o cômodo, trazendo na mão direita uma pequena sacola de pano cheia
de diversos tipos de plantas. O homem caminhou até onde Penny estava e se
ajoelhou aos pés dela, envolvendo-a com um abraço delicadamente colocando sua
cabeça sobre a barriga dela. — Oi, nenê. O papai voltou. — Seus olhos
brilhavam. Ele estava verdadeiramente feliz com sua esposa e a criança que logo
chegaria para alegrar sua vida.
Penny
não queria deixar tudo aquilo para trás. Ela amava Louis e também amava sua
filha. Nunca antes havia sido tão feliz, mas sabia que não poderia continuar
brincando de ‘família mortal’. — Você trouxe o que eu lhe pedi, querido? — A
voz dela era suave. Louis afastou o corpo devagar e afirmou com a cabeça,
entregando a sacola para a amada, que olhou atenciosamente o conteúdo da mesma
enquanto o homem se levantava. — Obrigada, querido. Eu estava com tanta vontade
de tomar esse chá. — Mentiu, engolindo a dor para proferir as palavras. Penny
se levantou com cuidado e caminhou até a cozinha, onde preparou seu chá
calmamente. Durante toda a manhã ela tomou grandes porções do chá, ansiosa para
que fizesse efeito e realmente fez.
No
meio da tarde Penny sentiu uma forte dor no seu abdômen e não evitou gritar,
desesperadamente, por Louis. Ela sabia o que estava acontecendo, sabia que o
chá tinha feito cumprido sua função e agora sentia as dores agonizantes do
parto. De uma forma ou de outra todas essas dores lhe confortavam, sabia que
agora teria como proteger seu amado bebê... Louis queria levá-la para ao
hospital ou chamar algum medico para atendê-la em casa, mas Penny insistia que
tudo faria bem desde que ele estivesse ao lado dela. As horas foram passando
devagar e as dores aumentavam a cada minuto. Quando o céu já estava tingindo de
púrpura pelo crepúsculo e quando Penny já tinha o corpo suado pelo esforço, ela
nasceu.
Era
uma garotinha linda, dos cabelos negros e a pele pálida, com suas bochechas
rosadas. Chorava a plenos pulmões, com mais força do que Louis acreditava ser
possível, mas ele estava tão fascinado com tudo aquilo. Penny envolveu a
criança num pequeno cobertor e a trouxe para junto do peito, sorrindo. — É a garota
mais linda que eu já vi. — Sua voz era um sussurro. Seu amado, ao ver a cena,
sorria e chorava ao mesmo tempo. Sentia-se pleno, no tipo mais perfeito de
felicidade que pode existir. Louis se sentou na beira da cama, olhando de perto
o rosto pequeno de sua filha. — É a nossa Francinne, meu amor. — Penny
sussurrou.
Durante
as horas seguintes Louis se dedicou a arrumar o quarto, que tinha ficado um
caos devido ao parto. Enquanto ele fazia isso, Penny aproveitada o contato com
a filha e desde o nascimento não lhe soltou mais. Apesar de um parto difícil e
prematuro, Fran e Penny pareciam bem... Por volta das 22h uma forte chuva
começou, agitando os galhos das arvores de forma perturbadora. Raios e trovões
cortavam o céu numa claridade espantosa e Penny lamentava, silenciosamente, o
que aconteceria a seguir.
A
mulher colocou sua filha para dormir no berço recém-montado e caminhou de volta
para a sala, onde Louis estava sentada no sofá, contemplando o vaso na mesa de
centro onde jazia uma única rosa branca, levemente murcha... Penny se aproximou
dele, sentando-se ao seu lado. — Meu amor... — Ela sussurrou e perdeu toda a
coragem quando viu aqueles lindos olhos verdes que ele tinha e o sorriso doce.
A mulher suspirou e puxou Louis para beijá-lo. E naquele beijou ela colocou
todo seu amor, toda a felicidade que tinha tido com ele e toda a dor que sentia
por abandoná-lo. Ela separou seus lábios com relutância e juntou suas mãos as
dele. — Louis, querido. Nós precisamos conversar, eu não sou exatamente como
você pensa... — Antes que ela terminasse
de falar um forte trovão de vez presente e tamanho foi o estardalhaço que a
pequena Fran acordou, aos berros. Louis se levantou sem pensar duas vezes e
caminhou para o quarto.
Penny
não tinha mais tempo, ela precisava ir embora naquele exato momento. Assim, ela
deixou sobre a mesa de centro a carta que tinha escrito alguns dias antes,
contendo as explicações necessárias e revelando tudo que ela poderia contar ao
seu amado mortal. Trocou a flor branca do vaso, por uma rosa negra de perfume
forte e doce. Ela passou pela porta para sentir a chuva gélida contra o corpo e
antes de descer ao submundo, onde seu marido lhe esperava, Penny voltou a
cabeça para a trás para contemplar Louis tentando acalmar Francinne, enquanto
olhava, pasmo, as palavras na carta. E naquele momento Penny, ou melhor,
Perséfone, jurou que não abandonaria sua filha e que seria tão presente quanto
era possível ser quando se coloca uma semideusa no mundo.
The Sun and the Ghost
O
tempo passou devagar e Louis se sentia incapaz de amar novamente. Ele se
dedicava a cuidar de sua filha e via Francinne crescendo para se tornar uma
mulher tão extraordinária quanto sua mãe. Todos os anos, na noite do
aniversario da menina, pouco antes da meia-noite, uma rosa negra aparecia no
vaso da sala, junto a um bilhete que, com palavras diversas, pedia desculpas
pela ausência, desejava feliz aniversario, dizia que lhe amava e que nunca
deixaria de lhe proteger mesmo de longe. O bilhete, sempre assinado por Penny,
também costumava dizer o quanto ela lamentava por estar longe de Louis e o
quanto ainda lhe amava.
Francinne
cresceu feliz para se tornar uma pessoa maravilhosa. Tinha uma personalidade
difícil em alguns momentos, às vezes era determinada e orgulhosa demais,
exatamente como sua mãe, de quem também herdou o dom quase mágico de cuidar das
plantas. Louis costumava definir sua filha como Lírio e Dama da noite. Dizia
que quando estavam na primavera e verão ela era como um Lírio, pura, calma, doce
e extremamente amável. Mas nos meses de outono e inverno a convivência se
tornava mais difícil, tão difícil quanto cultivar uma Dama da noite...
Era
o décimo sexto aniversario de Francinne, o céu estava sendo colorido pelos tons
de púrpura e azul do crepúsculo que começava, exatamente como na noite de seu
nascimento... Perséfone achava que já
estava na hora de contar para sua filha toda a verdade. Ao longo dos anos Fran
tinha achado ver uma ou outra coisa estranha e sua mãe estava determinada a não
deixar acontecer com sua filha o que acontecia com quase todos os semideuses.
Perséfone não deixaria sua amada princesa se atacada por um monstro para
conseguir chegar ao acampamento meio sangue se tivesse sorte. Não, ela não era
esse tipo de mãe e ela mesma levaria sua filha para a segurança do acampamento.
A
deusa bateu na porta da casa e esperou ansiosa para ser atendida. Sentia o
coração batendo rápido e tentava manter a concentração na caixa que trazia
entre as mãos, o presente de aniversario para sua filha... Quando a porta se
abriu, Penny encarou uma moça de aproximadamente 1,70cm de altura, com a pele
clara, os olhos verdes e cabelos que lhe caiam até a cintura em tons de
rosa-pink. — Oi. — Francinne sussurrou numa voz melodiosa. Antes que a mulher
pudesse responder algo, Louis apareceu atrás de Fran. — Quem é que... — Sua
fala parou no exato momento em que ele viu Penny. Dezesseis anos depois e ela
continuava a mesma... — Penny? — A voz de Louis era um sussurro fraco, mas
Francinne ouviu e naquele exato momento ela sentiu a cabeça girando. — Eu posso
entrar? — Perséfone murmurou meio tímida.
Francinne
deu um passo para trás e abriu a porta completamente, permitindo a passagem.
Penny entrou devagar, passando os olhos por todas as coisas que estavam
exatamente como ela deixou. Virou-se então para Fran, mordendo o lábio inferior
e esticando a pequena caixa que tinha nas mãos. — Feliz aniversario, minha
rosa. — Francinne pegou a caixa com cuidado. Todas as rosas, todos os bilhetes
passaram por sua mente como um flash e mesmo que ela quisesse, não conseguia
ter raiva de sua mãe. A menina se sentou no braço do sofá e abriu a caixa com
cuidado, para encontrar dentro da mesma um anel prateado e um bracelete do
mesmo tom com flores tão perfeitamente desenhadas que pareciam reais. —
Obrigada. — Fran sussurrou, enquanto colocava o anel na mão esquerda e o
bracelete na direita. — Eles vão ter muito úteis quando você realmente
precisar. — Penny sorriu.
Parado
ao lado da porta Louis olhava para aquela cena. Notava o quanto Francinne de
fato era parecida com sua mãe, o quanto elas tinham o mesmo olhar determinado e
os mesmos lábios bem definidos. Perséfone passou as mãos carinhosamente pelos
cabelos da filha. — Esse cabelo colorido fica lindo em você. — Fran sentiu o
calor subir ao seu rosto e soube, imediatamente, que estava vermelha. —
Obrigada... — Sussurrou. Louis notou, naquele momento, que Francinne não sabia
mais o que fazer e resolveu interferir. — Nós estávamos prontos para cantar
parabéns. Coma um pedaço de bolo com a gente, Penny. — Ele sorriu e começou a
caminhar para a cozinha. Fran, animada, pegou na mão de sua mãe e simplesmente
caminhou até a cozinha, quase que arrastando ela.
Francinne
se colocou atrás da mesa, onde um bolo simples de chocolate estava posto. Eles
cantaram parabéns e ela soprou as velas, desejando com todas as forças que
tivesse mais contado com sua mãe agora que ela estava perto. Louis cortou
pedaços de bolos e os três se sentaram ao redor da mesa para comer, como uma
família, pela primeira vez. Penny, que tinha o menor pedaço, não demorou em
terminar de comer. — Filha, eu vim te buscar para te levar a um lugar
fantástico. É um acampamento... — Ela começou a explicar. Louis sabia que esse
dia chegaria, sabia do que a mulher estava falando, já que ela tinha explicado
na carta que deixou quando foi embora. — Eu vou deixar vocês conversarem. Volto
logo. — Sussurrou Louis, se retirando para o quarto da filha.
Era
de ser esperar que o homem tivesse magoa de Perséfone por tudo que aconteceu,
mas não, ele não tinha. O amor que sentia por ela era tão grande que lhe
impedia de se quer ficar chateado. Era claro que ele tinha desejado que ela
estivesse ali para ver Fran crescendo, mas sabia que não era possível e pelo
simples fato dela estar ali, naquele momento, ele já se sentia feliz...
Enquanto Louis arrumava as malas da filha, a mesma tinha uma conversa animada
com sua mãe, enquanto se deliciava com o bolo.
Francinne
já estava no segundo pedaço de bolo e sua mãe estava simplesmente encantada com
cada gesto gracioso da menina. — Que tipo de acampamento, mama? — Fran
sussurrou entre uma garfada ou outra. “Mama’’; A palavra ecoou na mente de
Penny, fazendo-a sorrir. Ela tinha medo que sua filha lhe odiasse, mas pelo
jeito estava errada. — Um acampamento para pessoas especiais como você. Aonde
vão te contar tudo que precisa saber e você ficará em segurança. — A idéia não
era ruim, apesar de não fazer muito sentido da cabeça de uma adolescente. —
Mas, e o papai? Ele vai ficar aqui sozinho? — Fran arqueou a sobrancelha para
sua mãe. — Bom, querida... — Francinne simplesmente não deixou que Penny
terminasse de falar.
Determinada,
ela colocou seu bolo de lado para olhar, fixamente, para o rosto bonito de sua
mãe. — Eu não vou a lugar algum sem meu pai! Você não pode chegar aqui e
simplesmente me tirar dele! — Perséfone estava conhecendo um lado diferente da
menina. Via, nos olhos da filha, a determinação que ela mesma tinha e aquilo
lhe fez sorrir. Penny, por fim, afirmou com a cabeça. — Louis, querido. Arrume
suas malas, porque parece que certa mocinha não via a lugar nenhum sem você. —
Ela tinha um tom divertido, mas estava falando sério. Francinne adorou a idéia
e se levantou rapidamente para caminhar ao quarto onde ajudava o pai a arrumar
as coisas.
Enquanto
fazia isso, Perséfone mergulhava na nostalgia daquela casa. Ela se levantou e
caminhou para perto da lareira. Olhava, com atenção, as fotos espalhadas pela
sala, todas mostrando diferentes momentos da vida de Francinne. Os bailes da
escola que ela perdeu, os namorados com os quais ela não pode implicar. Penny
desejava tanto poder ter cuidado da filha como deveria... A deusa estava com um
quadro da filha nas mãos quando Fran e Louis atravessaram a sala com as malas
nas mãos. Ambos encaravam aquilo apenas como férias e por isso haviam pegado
apenas roupas e coisas essenciais, deixando todo o resto para trás.
Saíram,
os três, da casa e estavam caminhando em direção a rua, lentamente, quando o
imóvel simplesmente explodiu numa grande bola de fogo. Onde estava a casa,
agora existia um grande cão, mostrando sua boca raivosa cheia de dentes
afiados. Seu pelo negro parecia reluzir na luz da lua cheia e seus olhos eram
de um intenso tom de vermelho, como duas grandes e redondas pedras de âmbar.
Perséfone levantou o olhar para o cão e amaldiçoou, com todas as suas forças,
seu marido. — Francinne, entre no carro, agora! — Sua voz era firme, forte.
Louis levantou, ajudando sua filha a fazer o mesmo. Na rua um taxi de aparência
um tanto quanto suspeita esperava com as portas traseiras abertas. — MÃÃE! —
Fran gritou quando ouviu o rosnado feroz do enorme cão.
Mesmo
que esperneasse, Francinne não tinha força para lutar contra seu pai, que já
tinha colocado as malas no carro e agora puxava a filha para dentro do mesmo
com toda a sua força. — Está tudo bem, minha rosa. Vá! — As palavras não faziam
o menor efeito na menina, ela continuava se debatendo nos braços fortes de seu
pai... Louis conseguiu, com algum esforço, colocar a filha dentro do carro e
fechar a porta. O taxi saiu em disparada, enquanto Francinne virava a cabeça
para ser sua mãe brilhando numa intensa aura púrpura. Ela virou para o vazio e
a ultima cena que teve foi o chão se abrindo para engolir o enorme cão junto a
sua mãe.
Durante
o resto da viagem Fran chorou no colo de seu pai até adormecer... Quando ela
acordou o sol estava nascendo, colorindo o mundo com uma pálida luz dourada. O
taxi tinha parado ao pé de uma colina e no alto da mesma era possível ver um
pinheiro e uma espécie estranha de entrada em arco. A garota franziu o cenho e
respirou fundo, olhando para seu pai. — Esse é o acampamento que sua mãe
mencionou. É aqui que você vai se desenvolver e vai conhecer tudo que precisa
sobre você mesma e sobre ela. — Louis segurou o rosto da filha delicadamente
entre as mãos antes que ela pudesse começar suas reclamações. — Não se
preocupe, ela está bem. No fim, todos nós vamos ficar bem. Eu vou te escrever
assim que chegar no hotel, prometo. — Ele falava como se tivesse planejado esse
momento a sua vida inteira, o que, de fato, tinha feito.
Francinne
abraçou o pai com enorme carinho, afundando o rosto na curva de seu pescoço por
um momento. — Eu te amo, pai. — Ela sussurrou antes de sair do carro puxando
sua mala atrás de si. Louis colocou a cabeça para fora do carro pela janela. —Eu
também de amo, pequena. E tenha fé, porque você é uma princesa. A filha de uma
grande rainha. — Com essa ultima frase o taxi saiu dali em alta velocidade,
deixando uma adolescente confusa e mentalmente cansada para trás.
Enquanto
subia a colina ela tentava entender tudo o que tinha acontecido, passava todos
os acontecimentos em sua cabeça devagar, tentando achar uma conexão que pudesse
envolver e explicar tudo isso, mas nada fazia sentido e todos os seus
pensamentos foram interrompidos pela visão do enorme acampamento abaixo da
colina. Do topo da colina, onde ela estava, era possível ver uma grande casa,
um conjunto de pequenos imóveis em uma formação estranha e adolescentes
correndo para todos os lados. — Uma princesa. — Ela sussurrou para si mesma.
Fran respirou fundo, juntou toda a coragem possível e deu o primeiro passo para
descer a colina. O primeiro passo ruma a um futuro incerto pelo qual ela
ansiava desesperadamente.
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