Uma historia
A historia de como Annick deixou de ser uma simples dançarina do Cabaret para se tornar uma agente da Deic passa diretamente pela cama do diretor da organização, Chase Danniels.
Dona de uma beleza incrível, em partes pela própria natureza e em partes pela mutação, Annick sempre chamou muita atenção. Rodou o mundo viajando, conquistando amores e usando homens com grande poder aquisitivo para ter tudo do bom e do melhor.
Foi em uma dessas viagens junto a um rapaz com gostos incomuns que a russa conheceu o Nigth Desires Cabaret e, por consequência, Gabrielle... Annick nunca havia pensando em seguir uma profissão como aquela. Ser dançarina em um clube noturno nunca estivera em seus planos, mas diante dos convites de Gabrielle e das oportunidades que via circulando pelo salão, a garota acabou por aceitar.
Em pouco tempo tornou-se uma das dançarinas preferidas dos frequentadores do local. Era claro que haviam muitas garotas bonitas naquele lugar, mas poucas eram como Lilith e poucas era tão exclusivas e seletivas. Com o tempo a garota foi descobrindo que a maioria das garotas que trabalhavam ali eram mutantes, mas poucas tinham o mesmo dom que ela. Para completar o pacote, a loira tinha gostos muito peculiares e deveras atrativos.
Annick começou a chamar a atenção do mais importante frequentador do cabaret. Sendo muito boa para seduzir e persuadir as pessoas a fazerem tudo que ela queria, a loira logo foi convidada para conhecer a cama de Chase Danniels, o mutante mais poderoso que já ouvirá falar.
Lentamente, Chase foi vendo o enorme potencial da mutante. Annick, por sua vez, estava completamente seduzida por todo poder que o rapaz tinha e representava. Assim formou-se uma relação muito perigosa. Annick foi convidada a Deic e sempre cumpriu as ordens que foram lhe dadas sem chamar muita atenção. Afinal, poucas pessoas eram capazes de dizer não a succubus. Dessa forma Lilith tornou-se um dos brinquedos preferidos de Chase.
Um fato
Chovia muito naquela noite, o vento estava extremamente forte e frio, muito incomodo. Era feriado de ação de graças e isso, somado ao clima, constituía uma das poucas ocasiões nas quais o Cabaret ficava vazio.
Annick estava deitada no palco, a cabeça para fora do mesmo, vendo o mundo de ponta cabeça. A perna direita cruzada sobre a esquerda, os seios amostra dentro da blusa preta num ângulo muito revelador. A saia curta presa entre as coxas para que não revelasse mais do que o necessário.
A música ambiente era suave, ninguém estava realmente dançando. Algumas garotas estavam espalhadas pelo lugar, sentadas cobre o balcão do bar ou nos pequenos sofás espalhados por todo o salão principal. Um homem solitário bebia e jogava conversa fora com uma das meninas, casualmente.
Por um momento ela fechou os olhos, com tédio. Ouviu passos lentos, mas isso não a fez reagir. Seus olhos só se abriram quando mãos quentes tocaram seus seios por um breve momento, alisando-os. Era ele! Lindo como sempre, colocado dentro de um terno preto que o deixava ainda mais perfeito. Como se isso fosse realmente possível... – Tenho uma missão para você. – Murmurou, se virando e caminhando na direção dos fundos do salão. Abriu os olhos para ve-lo, de ponta cabeça, subindo a escada que dava acesso a área secreta e extremamente vip.
Ágil e extremamente leve, Annick posicionou as duas mãos, uma de cada lado da cabeça e impulsionou o corpo, dando um mortal para trás. Parou em pé a poucos metros do palco e sorriu sozinha. Os passos rápidos lhe guiaram ao final do salão e a garota subiu as escadas quase correndo. Passou pelo bar da área vip, pegando uma dose de whiskey que já estava a sua espera e finalmente entrou na sala de reunião.
No cômodo havia uma grande mesa retangular, de madeira escura. Ao redor da mesa algumas cadeiras estavam posicionadas e cinco ou seis pessoas estavam sentadas nas mesmas, ouvindo Chase. Quando Annick abriu a porta e entrou, todos os homens da sala lhe acompanharam com o olhar nada discreto.
A loira se inclinou sobre a mesa, colocando o copo na frente do homem e parou ao lado dele. Chase estava sentado na beira da mesa, o típico lugar do ‘feche de familia’. Afastou um pouco a cadeira na mesa, batendo suavemente sobre a perna esquerda. Acostumada com aquilo, Lilith sentou-se no colo do chefe e passou a escutar com atenção o que Chase falava a todos. A mão do maior brincava tranquilamente no corpo da garota, deslizando entre seu quadril e suas coxas com a calma que apenas quem toca em algo que lhe pertence há tempos é capaz de ter.
Quando ele acabou de passar as instruções gerais, voltou-se para a loira. Os olhos dele se encontraram aos dela. Azul contra azul, e embora fossem tão parecidos, Annick achava os dele infinitamente mais bonitos. – Meu brinquedo... – Ele sussurrou, subindo a mão ao cabelo dela e envolvendo os deles ali. – My Lord. – A voz dela era gostosa, melodiosa. Chase puxou o cabelo da garota para trás, expondo seu pescoço e fazendo um gemido muito suave escapar de seus lábios. Beijou-lhe o pescoço poucas vezes numa espécie de exibicionismo muito particular. Ambos sabiam que todos os homens naquela sala olhavam a cena, e sabiam também que todos invejavam Chase.
Ele soltou as madeixas loiras, Annick estalou o pescoço e voltou a encara-lo. – Leve-o até o hospital. Sem rastros. – Murmurou a ordem, seco e direto como sempre. – Quanto tempo? – A voz dela era suave, ela sorria. – Duas horas. – O sorriso sumiu do rosto da loira. Não era muito tempo, mas ela daria um jeito. – Sim, senhor. – Sussurrou.
Com um aceno de cabeça dele, ela se levantou. Começava a se afastar quando sentiu um tapa forte sobre a bunda. Virou-se para encara-lo. Ele sorriu e piscou para ela. Mortalmente sexy, mortalmente poderoso. Annick se limitou a sorrir e saiu da sala.
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