Hoje ele me amou. Não como na ultima vez, agora era diferente, de alguma forma era melhor. Não, eu nunca acreditei que pudesse realmente se tornar algo melhor, mas eu estava enganada, como na maioria das vezes. Dessa vez ele me queria ao seu lado, apertava meu corpo contra o seu e sorria. Dessa vez, os toques dele era urgentes, carinhosos, delicados. Dessa vez ele me olhava, consciente de quem eu era, do que eu sentia e do que estávamos fazendo. Na outra vezes ele se afastou, dizendo que talvez fosse melhor eu ir embora, dessa vez ele me abraçou, apertou nosso corpos juntos e ficamos algum tempo ali, deitados. Do angulo em que eu estava, entre os diversos carinhos suaves, eu podia ver seus olhos e eles pareciam estranhamente azuis, embora eu soubesse que não eram assim. Ainda sim, pareciam azuis e profundos, misteriosos e com um tipo diferente de sensação tranquilizante, com uma segurança nova. Dessa vez, eu estava segurava, por de fato, ele estava me amando. Eu relutei em abandona-lo, não queria voltar e agradeci o tempo em que simplesmente estivemos juntos, brincando. Pela primeira vez em minha existência não tive vergonha do que sou, era como se ele não se importasse com minhas formas exageradas. Por muitos momentos eu apenas me prendi em sua respiração lenta, no coração descompassado, no olhar distante e o sorriso tranquilo. Dessa vez parecia que o mundo se resumia a nós dois, ao nosso amor, mas dessa vez ele também era capaz de sentir isso. Não tive coragem, novamente, de dizer o quanto o amo, o quanto ele é importante para mim, mas pensei nisso muitas e muitas vezes enquanto estamos juntos. Quem sabe da próxima vez..
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